Não deixa de ser irónico o fato de um produto baseado no desejo de alguns em ser… O Kelly Slater, esteja agora a ser utilizado pelo próprio Kelly Slater.

Imagem de Kelly Slater com uma GoPro

O nome do produto faz-nos uma promessa bastante apelativa – torna-te num profissional – Promessa essa, que parece não ser defraudada, tendo em conta o número de vídeos enviados pelos fãs de desportos radicais, para a plataforma Youtube.

E pensar que tudo começou com uma pulseira que permitia aos surfistas tirar fotos deles próprios, enquanto estavam no mar.

GoPro é talvez um dos produtos mais bem pensados de sempre(pelo menos para mim). Vem preencher a necessidade que os praticantes de atividades mais “extreme” têm de capturar “aquele momento“. Aquele momento que contado ninguém acredita, algo do tipo: “Fiz um aéreo numa onda de três metros” ou “Desci os alpes franceses a esquiar neve virgem”. Aquele momento único, em que surfámos aquela onda ou descemos aquela pista como um “pró”.

Um bónus será talvez, a capacidade que esta câmara tem para nos poder colocar na posição do herói. Dando-nos (a pessoas que não podem ou não se atrevem) uma pequena amostra do que é praticar aquele desporto. Incentivando mesmo alguns, a praticar desportos radicais.

É certo, que já existiam, à data em que o GoPro foi lançado, diversos tipos de câmaras capazes de produzir os mesmos resultados que o GoPro. O que este produto vem resolver é o como – Como é que eu colo uma câmara à cabeça para poder filmar uma sessão de motocross – Por exemplo. Neste aspeto, a câmara não compete com as câmaras da Sony, da Samsung ou quaisquer outras câmaras. Nicholas Woodman surfista e CEO deste projeto, criou uma categoria de produto que é só dele.

Promover o GoPro foi talvez a tarefa mais fácil que este empreendedor e a sua equipa tiveram em mãos, já que os próprios utilizadores da câmara fizeram esse trabalho, utilizado a plataforma de social media Youtube. Muitos dos vídeos marcados como GoPro no Youtube, são de fãs da marca, que gostam do produto ao ponto de promove-lo numa plataforma que chega ao mundo inteiro.

O Youtube é aliás, a plataforma de eleição para a difusão do GoPro. A presença da marca neste canal de social media é avassaladora. Desde os conteúdos produzidos pelos “radicais” até aos profissionais pagos para usar a câmara, passando pelos comentários moderados pelos gestores do canal. Tudo está feito de modo a que haja uma interação entre a marca e o cliente. O canal da marca utiliza inclusive, os próprios vídeos dos clientes, comentando também nestes.

Na comunicação de marca está presente, uma estratégia de liderança por qualidade de produto e “word-of-mouth”. Devido ao carácter deste produto um cliente é quase sempre um influenciador, que após a captura de momentos inesquecíveis, irá partilhar a qualidade do produto com todo o mundo via Youtube. Julgo que muitas marcas deveriam apreender com este exemplo, e passar a utilizar os conteúdos produzidos pelos seus clientes, nos seus canais de social media.

Ao patrocinar Kelly Slater a marca torna os seus clientes cada vez mais profissionais, tomando ainda, mais um passo, naquela que parece ser a substituição dos tradicionais cameramans. Ganha também o apoio daquele que é para muitos “o” surfista. Contando já com 11 títulos mundiais, Kelly Slater é não só um excelente atleta, mas também o maior embaixador do surf, assim como um dos seus maiores pensadores, impulsionador da evolução do desporto, dentro e fora de água.

O video que se segue é um case study do relacionamento amoroso entre o GoPro e o Youtube, desfrutem!

Eu pessoalmente sou um grande fã da marca e do conceito por detrás desta, seria mesmo capaz de surfar de fato e gravata com uma! (se tivesse a câmara, claro está!)

Entretanto, fica aqui mais um Bundle sobre o GoPro.

http://bundlr.com/b/gopro

Qualquer programa de social media marketing deve ter como base indicadores que permitam medir o sucesso do mesmo.

Se os dois últimos artigos deste blog abordaram a problemática e os fatores a ter em conta, na implementação de uma campanha, este vem trazer uma abordagem mais prática ao tema.

Seguindo esta linha de pensamento, criei – Com a ajuda do livro Social Media ROI – Um “Framework”, que permite medir o sucesso de uma campanha de social media.

Este “Framework” está organizado de forma muito simples: A primeira camada contém as métricas diretamente ligadas aos objetivos do negócio (KPI’s);

A segunda camada ilustra o possível impacto que a campanha pode ter noutras partes do negócio, que não as que foram incluídas nos objetivos iniciais. Esta camada pode também ajudar a identificar novas oportunidades de negócio e levar a um melhor entendimento do impacto de um programa;

A terceira camada mostrar-nos métricas demasiado vagas para serem relacionadas diretamente com os objetivos do negócio.

Tomemos como exemplo uma marca de telecomunicações;

Objetivo: Aumentar o número de assinantes de um sub tarifário.

Target: Jovens dos 12 aos 25 anos presentes na maior rede social do mundo.

Key Performance Indicators (KPI’s)

  • Aumento do número de assinantes no referido tarifário
  • Aumento do número de subscrições na página de Facebook da marca
  • Mais cliques nos links que levam aos conteúdos do sub-tarifário
  • Número de prémios ganhos por quem participou na campanha

Indicadores secundários de performance

  • Novos “Likes” nos conteúdos da marca (globais)
  • Mais cliques nos links que levam aos conteúdos da página, provenientes de outras faixas etárias.
  • Mudança na perceção da marca

Outros dados

  • Visitas ao website da empresa
  • Comentários no blog da empresa
  • Novos seguidores no twitter
  • Bounce Rate
  • Menções à marca nos social media

Esta é uma campanha visivelmente orientada para resultados imediatos (estratégia pull), onde o retorno será o aumento de assinantes do sub-tarifário. Para estabelecer uma campanha deste tipo nos social media, é preciso proporcionar incentivos bidirecionais (o nono fator do último artigo).

No caso de uma campanha de “awareness” (estratégia push), os KPI’s deverão mudar, pois o que se pretende é construir uma relação a longo prazo com os clientes, levá-los a mudar ou a melhorar a sua atitude face à marca.

A curto prazo uma estratégia pull poderá trazer melhores resultados. No entanto, uma estratégia push deverá obter resultados mais duradouros a longo prazo. Todos sabemos que as técnicas de marketing são tão eficazes quanto a necessidade que está por detrás das mesmas. Por outras palavras – Se sentir necessidade de mudar de tarifário, vai passar a prestar mais atenção à comunicação referente a tarifários de telecomunicações.

A infografia abaixo representa os objetivos de uma campanha de “awareness”.

Infografia de uma campanha de social media para uma marca de telecomunicações_Marketing@word

Para por um ponto final na temática do roi em social media, aqui vos deixo o link que me ajudou a escrever este artigo.

http://bundlr.com/b/social-media-roi

1. Construir uma relação com um consumidor é como construir uma relação com qualquer outra pessoa.

É extremamente difícil construir uma relação se não houver uma preocupação genuína com os nossos clientes. Devido ao caracter deste meio – destinado a manter relações – um diálogo continuo entre consumidor e marca é essencial para manter uma relação.

2. Determine um valor monetário para cada cliente

Ao faze-lo, saberá quanto é que poderá despender no custo de aquisição de um novo cliente.
A formula LTV ( Lifetime Value =Receitas provenientes de clientes – Custo total com a aquisição de novos clientes ) pode também ser aplicada a atividades praticadas no meio digital, e neste caso em particular, nos social media.

imagem do calculo de LTV

Existem diferentes formas de calcular o LTV, sendo que chegar a um valor 100% correto é difícil. Mas, se a matemática não é o seu forte, experimente esta CALCULADORA DE LTV GRÁTIS! (antiquado eu sei, mas aparentemente qualquer frase com a palavra grátis resulta.)

3. Se as métricas dos social media diretamente ligadas ao ROI são difíceis de encontrar, considere um conjunto de métricas “soft” que podem ser diretamente ligadas aos objetivos do negócio.

Na sua maioria as empresas querem analisar as métricas de ROI que estão diretamente ligadas às receitas geradas – Lucro ou custo por lead. As métricas soft, como o número de amigos ou seguidores, podem servir como “muletas” quando as métricas “hard” são ilusórias.

Também podemos considerar os efeitos que as interações sociais têm no branding. Dar demasiada importância aos números pode levar a que as empresas descurem, métricas difíceis de quantificar dos social media. Como a confiança e o compromisso.

Um colaborador que use o twitter, por exemplo, pode desenvolver confiança e boa vontade para com os seus clientes, podendo no entanto, ter problemas a quantificar esses mesmos fatores.

4. Não descure nos seus cálculos de ROI a redução de custos que uma presença ativa nos social media lhe pode trazer. Especialmente durante o processo de escuta e rastreamento.

Os canais de social media poderão ser uma mina de ouro para os Marketers. Pois providenciam imensa informação e insights sobre os seus consumidores. Incluindo as suas atitudes, perceções, sentimentos, comportamentos e paixões. Se os marketers estiverem dispostos a entrar na esfera social digital, existem muitas coisas que poderão aprender – A posição dos seus produtos, posicionamento das suas marcas e também a posição em que se encontram os seus competidores.

5. Tenha a habilidade de medir toda a pegada digital dos seus clientes

É importante traçar o caminho da interação digital entre cliente e marca. É necessário obter dados, não só da sequência de cliques (click-through rates) e do resultado final em e-commerce, mas também de dados qualitativos. É preciso entender o consumidor digital em termos behavioristas e/ou contextuais, conseguindo desta forma adereçar-lhe mensagens de maneira relevante.

6. O aumento de exposição a novas audiências (Principal métrica de retorno)

O alcance de uma marca nos canais de social media aumenta a sua credibilidade, pois os consumidores são apresentados às marcas através dos seus “pares”. Por exemplo, o impacto de um consumidor recomendar uma marca como consequência de um programa de social media, é maior que o de um consumidor que vê um anúncio estático.

Necessitamos também de compreender os diferentes tipos de influenciadores. Os influenciadores ou advogados da marca são essenciais para maximizar o impacto viral dos programas de social media.
Para que possamos tirar partido disso, precisamos de determinar o “engagement” entre um influenciador e os membros de um gráfico social.

Nem todos os influenciadores são iguais, alguns são excecionais a partilhar mensagens, mas conseguem muito pouco “engagement” com os seus pares. Outros geram pouco “buzz”, mas os seus pares tendem a seguir os seus conselhos.
Perceber quem são os influenciadores, dentro do espectro geral dos seus consumidores, e como partilham os seus conteúdos, é essencial para otimizar um programa de social media.

7. Conversas e monitorização (Principal métrica de retorno)

Qualquer programa de social media deve estar associado a um “call to action“. As subscrições a  listas de e-mails, compras de produtos, subscrever a página de Facebook ou fazer o dowload de uma versão “free trial”, são exemplos de call to action. Para poder medir as contribuições monetárias para os objetivos do negócio, o marketer deve atribuir um valor aos “call to actions” feitos presentes no programa de social media, rastreando posteriormente as conversações.

A combinação destes três KPI’s (alcance, comportamento de partilha e monotorização) providencia um critério para o sucesso de um programa de social media, que poderá ser mesurado tendo em conta os objetivos do programa.

8. Criar resultados previsíveis com o rastreamento

Quando analisamos os potenciais advogados de marca para partilhar uma mensagem, o número de “amigos” que tem no Facebook ou o número de seguidores que tem no twitter, é importante, mas não é um fator essencial. A chave para gerir um programa previsível é o rastreamento.

Muitas vezes os programas de social media começam na web social (onde os dados específicos são escassos) e não nas bases de dados de CRM. Bases estas que as empresas desenvolveram para providenciar insights mais profundos sobre os seus clientes. Qualquer programa de marketing fiável necessita de ser previsível. Esta previsibilidade só poderá ser conseguida na web, quando uma marca identifica os seus consumidores mais comprometidos, e dentro destes, aqueles que estão dispostos a tornarem-se advogados de marca.

advogados de marca da coca-cola
É necessário que os marketers entendam que os consumidores não são criados de forma igual na web social. O número de fãs ou seguidores de uma marca, não é um ponto crítico de sucesso. É no entanto essencial, o sentimento dos consumidores em relação à marca e a propensão que estes irão ter, para partilhar sentimentos positivos em relação à marca.

9. Encorajar a partilha viral com incentivos

Os social media deverão estar sujeitos às mesmas regras e limitações que todos os outros programas de marketing. É impossível que os social media se tornem um canal de comunicação viável, continuando a imperar o modelo da imprevisibilidade, que tanto pode dar frutos como pode resultar num desperdício de tempo.

Para isso, é preciso incentivar os consumidores que mais partilham os nossos conteúdos online, que falam da nossa marca e que criam eles próprios conteúdos. É também de grande importância que os marketers sejam capazes de influenciar a participação social nos seus programas.

Incentivar a partilha providencia este nível de previsibilidade. Providencia também, a oportunidade de poder controlar a atividade dos utilizadores neste meio, que já provou ter a capacidade de elevar os pequenos e fazer tombar gigantes.
Recompensar os clientes pelo seu comportamento não é uma novidade. As companhias áreas, os hotéis, instituições financeiras e até alguns cafés, recompensam os seus clientes por um apoio leal. Porque não aplicar a mesma lógica à web?

Incentivos da tmn em social media
Os marketers precisam de construir incentivos bidirecionais. Isto quer dizer, que terão de recompensar o influenciador, por ter convidado os amigos que irão participar no programa da marca. Tendo também, de compensar os amigos deste, por terem participado no convite viral.

Por outras palavras, tanto o advogado da marca como os amigos do advogado da marca terão de ser tratados como VIP’s.

Não me esqueci da promessa feita no último artigo, a próxima entrada deste blog será a de exemplos de diversos KPI’s para diferentes tipos de negócios.

Não sou eu que o digo, é Guy Kawasaki o antigo chief evangelist da Apple. Para o devoto da Apple e celebridade dos Social Media, o produto da Google, não só é melhor que o produto desenvolvido por Mark Zuckerberg e companhia, como também está a ser denegrido pelos chamados “especialistas” e a ser usado por menos pessoas.

Numa tentativa de demonstrar as potencialidades do produto do Google, e, ao mesmo tempo promover o seu novo Livro What the Plus!”. Guy Kawasaki conduziu um hangout, uma das funcionalidades do Google+, que permite interação entre várias pessoas dentro dos seus círculos. (estes círculos servem para categorizar as pessoas em, amigos, seguimento, família, etc…).

A capa do livro What the Plus!

Os círculos foram uma maneira inteligente que a Google utilizou para combinar os mundos do Twitter e do Facebook. Por um lado o Google+ permite-nos seguir pessoas que achamos interessantes, e ou, que partilham coisas que achamos interessantes, como no Twitter. Por outro também reserva um espaço para as novidades de amigos, família e conhecidos. Aquilo que procuramos quando vamos ao Facebook.

Claro que o Facebook tem estado a evoluir, conseguindo neste momento abranger algumas das funcionalidades que caracterizavam o Twitter. É possível neste momento, seguir pessoas no Facebook, caso essas mesmas pessoas ativem essa funcionalidade. No entanto, o Facebook permanece ainda muito no território das “pessoas que eu conheço”. Foi esse conceito aliás, que esteve na génese do Facebook.

O Facebook ajuda-te a comunicar e a partilhar com as pessoas que fazem parte da tua vida.”

Já o Twitter é mais um jornal de interesses, personalizado de acordo com a vontade do utilizador.

Porque não me quero dispersar muito, e porque este artigo tem como target aqueles que chegaram aqui via Linkedin, vou enumerar algumas das vantagens que tornam o Google+ uma plataforma alternativa viável ao Facebook, não só a nível pessoal, como também a nível empresarial.

O que ganha ao utilizar o Google+?

Numa palavra: Integração.

  • A integração de todos os serviços do Google numa rede social. Pode utilizar o youtube enquanto publica conteúdos sem ter de abrir uma nova página;
  • Pode marcar publicamente um URL na SERP (Search Engine Results Page) com um +1. O que torna o SEO um processo mais humano, deixando de lado algumas das “bruxarias” da otimização on-page. O botão +1 permite que os utilizadores recomendem os conteúdos que acham relevantes numa webpage;Botão +1
  •  A integração direta com o seu serviço de Gmail, beneficiando também do chat do Gmail.

O que é que vai encontrar no Google+ que não encontra no Facebook?

  • Hangouts – Tem agora a possibilidade de interagir com várias pessoas, sejam elas: amigos, família, consumidores, clientes ou pura e simplesmente pessoas que partilham os mesmos interesses que você. Para saber mais sobre estes hangouts siga este link:  http://www.google.com/+/learnmore/hangouts/
  • Social Search – Estamos a falar de uma empresa que controla o tráfego da internet, portanto se quer saber o que os seus clientes pesam da sua empresa ou marca, nada melhor que fazer uma pesquisa social. O que nos leva ao próximo ponto.
  • Engagement - Claro que também pode fazer uma pesquisa social no Facebook, mas devido ao caracter das duas redes sociais, numa irá encontrar resultados pouco relevantes (ou nenhuns). Na outra porventura, poderá ter mais sorte. Tente você mesmo! Pesquise posts públicos sobre comida de cão por exemplo, em ambas as redes socias e veja qual é a que lhe traz resultados mais relevantes.

Os resultados do Google+ prendem-se com o engagement que é feito por interesses comuns.Verificará que as pessoas aqui não marcam com +1 os posts da sua marca, ou fazem comentários, só porque são seus amigos pessoalmente. Fazem-no porque realmente tem interesse naquilo que tem a dizer.

 O vídeo abaixo mata três coelhos com uma só cajadada: Mostra uma das funcionalidades do Google+, repete tudo aquilo que eu acabei de dizer  acrescentando mais alguma coisa, e promove ainda o novo Livro de Guy Kawasaki.

Concluo este artigo com uma referência às mudanças feitas no Google+. Estas mudanças não estão só nas funcionalidades, mas também em webdesign. Todos sabemos que o design e a funcionalidade são elementos importantes numa webpage, estas novas mudanças no Google+ incluem também esses aspetos.

Fica o vídeo do próprio Google a esse respeito.

Logo do Pinterest

Pinterest. Se tem vivido no mundo online nos últimos tempos, já ouviu com certeza falar desta rede social. Já se perguntou: Para que é que isto serve? Já ouviu dizer que pode ser muito útil para efeitos de marketing, mas ainda está à espera de ver resultados tangíveis.

O que  talvez seja surpreendente nesta rede social, é o fato de ter criado uma publicidade via word-of-mouth contagiosa, sem grande auxílio da comunidade tecnológica. Como? O Pinterest tem como principal aliado o interesse dos seus utilizadores. Interesse esse, que é verticalizado via imagens com uma pequena descrição. Atrevo-me a dizer que usa o velho principio – uma imagem vale mais que mil palavras – Com esta rede social é possível criar uma espécie de mood board dos nossos interesses. Colocando “pins“, uns atrás dos outros, num quadro de cortiça digital. Dai o nome pin-teress (apenas um pequeno aparte para aqueles que não tem o inglês nos seus pontos fortes).

Se trabalha em marketing ou tem um negócio próprio, e já se perguntou a si mesmo as perguntas acima referidas, com certeza também já se perguntou – Qual é o perfil do consumidor que anda a ver vitrines no Pinterest?

Resposta bastante simples: Pessoas no ramo das artes, de outros ofícios manuais e mulheres dos 25 aos 44 anos.

O que nos leva de volta ao título deste artigo. Sem mais demoras, passo então a enunciar as razões.

1.Publicitar a minha marca ou empresa no Pinterest e interagir com os consumidores.

Pode faze-lo de forma semelhante ao que faz no Facebook, no Google+, no Twitter e em outras redes sociais. Crie uma página para a sua empresa ou marca e comece a partilhar imagens dos seus conteúdos online, dos produtos que vende, de imagens que passam os valores da sua marca ou empresa, etc…

2. É a rede social com maior crescimento

Esta rede social cresceu 329 por cento no espaço de tempo compreendido entre Setembro e Dezembro de 2011. Só no mês de Janeiro deste ano esta plataforma teve cerca de 11 milhões de visitantes.

3. Eles têm dinheiro, muito dinheiro…

O Pinterest conseguiu 37 milhões em fundos o ano passado, e a empresa tem uma avaliação de cerca de 200 milhões para o ano que vem.

4. Estão a apostar em desenvolvimento tecnológico

Brevemente será lançado o Seu API (se não foi já lançado, confesso que não sei.) o que significa que brevemente existirão mais possibilidades de interação com o consumidor.

5. O Pinterest é para quem cria e partilha conteúdos

Se está atento às novas tendências do marketing, terá notado certamente, que empresas e marcas de sucesso criam cada vez mais conteúdos para manterem as pessoas envolvidas com as marcas. Se já está a criar estes conteúdos, o pinterest é uma ótima forma de os divulgar e partilhá-los através dos botões de partilha para os seus contactos nas redes sociais.

Ovo de Pinterest

6. Marketing de Guerrilha

Não quero dizer com isto, que tem de ir para a rua fazer “barulho”. Refiro-me ao marketing de guerrilha feito no sentido tradicional de guerrilha. Ou seja, imaginemos que é um pequeno comerciante de ovos de chocolate e está a ser vítima de bullying por parte de um gorila de 400 quilos, um Côntenente ou um Pingo holandês, por exemplo. Mas ainda assim, acha que os seus produtos têm melhor qualidade e a sua loja é mais original. Nada melhor que pegar numa camara e mostrar a toda a gente a qualidade dos seus ovos de chocolate e a originalidade da sua loja. Já agora use também o Instagram se têm um smartphone, e claro, se a fotografia vintage está de acordo como os valores da sua loja/marca.

7. It’s simple marketing & sales, stupid!

Uma das primeiras coisas que ensinam a pessoas do marketing e das vendas é: Se vais vender um produto a um casal, vende-o à mulher, exprime argumentos que convençam a mulher. Se a conseguir convencer, ela influenciará o homem por si. O Pinterest tem como principal audiência mulheres dos 25 aos 44. Aqui tem a sua oportunidade para chegar, não só a um cliente final, mas também aos influênciadores(as) de um processo de compra.

8. Também serve para fazer SEO

Com o aumento da popularidade desta rede social vem também, o aumento da autoridade da página junto dos motores de busca. Podendo portanto, ser utilizada para fazer link building. Pode ainda utilizar as imagens a seu favor e fazer delas uma espécie de “texto âncora” para um link. O que irá trazer mais tráfico para o seu site. Não se esqueça que o titúlo que dá aos seus boards são tags <h1>. Por isso, tenha as suas palavras-chave em mente.

9. Não, não pode fazer a mesma coisa no Facebook ou noutra rede social qualquer

Quer dizer, poder até pode, mas não tem o mesmo efeito. Se partilhar uma imagem que está no seu site no Facebook, esta imagem não irá servir como “âncora para o seu site”, onde aí sim, as pessoas podem comprar o produto, subscrever a newsletter, ou obter mais informações sobre o serviço chegando mesmo à compra. Além disso, é possível que daqui a algum tempo esta seja a melhor forma para chegar ao público feminino português. Porque não? É como olhar para as montras online.

10. É a nova rapariga gira lá da escola

Por isso aprece-se a conhece-la antes de todos os outros. Caso contrário vai encontrar uma concorrência mais feroz, quando finalmente conseguir falar com ela…

Se não sabe o que fazer no Pinterest, pode começar por “seguir-me” aqui:  http://pinterest.com/miguelmurta/pinterest/

Feliz Pascoa

Muito se tem falado nos últimos dias sobre o agora famoso Joseph Kony. O líder dos LRA (Lord’s Resistance Army) é agora conhecido por ser a principal “estrela” de um vídeo viral levado a cabo pela ONG – Invisible Children.

Pareceu-me relevante falar também, sobre a campanha de marketing social feita através do uso dos socia media, desenvolvida com o objetivo de prender Kony até ao final do corrente ano de 2012.

O vídeo que todos vocês conhecem, mas se não conhecerem está aqui em baixo, é já considerado o vídeo viral de maior sucesso de sempre. Apesar de contrariar algumas das regras de elaboração de vídeos virais. Nomeadamente a “regra” que diz que estes vídeos devem de ser curtos para que possam ter o efeito viral. A própria direção do filme defende-se disto ao dizer que: “Esta experiência só funcionará se visualizar-mos o filme até ao fim.”

O filme tem quase meia hora e mesmo assim conseguiu estabelecer-se como o vídeo viral mais visto de sempre.

Embora a estatísticas do youtube digam que, a maior parte das pessoas que visualizaram esta campanha ficaram apenas pelos primeiros 6 minutos de vídeo.

A Formula de Sucesso

Creio que o que está ser vendido aqui, é mais do que a ideia de fazer de um criminoso alguém famoso. O que realmente está a ser vendido é a ideia que podemos mudar o mundo, e que os social media podem ser o instrumento dessa mudança (A primavera árabe prova que isto é verdade). Uma ideia que é extremamente apelativa para todos nós, mas especialmente para os jovens.

O esta campanha alcançou um alto mediatismo,  não só com o uso dos social media, mas também com o apoio de celebridades como George Cloney, Angelina Jolie, e até mesmo como o apoio de políticos (entre eles George W.Bush). Estas figuras, não só lançaram a gasolina para atear o fogo deste vídeo viral, como também o tornaram o video e a organização credíveis.

Para além dos suportes já atrás indicados, esta campanha conta também com suportes mais “tangíveis”, pulseiras – uma para si outra para um amigo/a – T-shirts, autocolantes e posters. Posters estes que “imitam” o design feito pelo conhecido “Street Artist” – Shepheard Fairey a.k.a. Obey,feitos sem o conhecimento ou a permissão deste. Nem mesmo a sua aparição no video foi consentida.

É pedido às pessoas que saiam à rua no dia 20 de Abril e que “cubram” as suas cidades com este material, vendido pela organização Invisible Children. Para desta forma, chamar a atenção a quem de facto detém poder para trazer Joseph Kony à justiça: Os políticos americanos.

Estes políticos devem intervir no congresso, de forma a manter a ajuda militar americana ao exército oficial ugandês, esta ajuda (supostamente) não é armada, mas apenas partilha de “Know-how“ com o exército ugandês, para que estes possam finalmente prender Joseph Kony.

É enfatizado no vídeo, o fato de ser esta a primeira vez que as forças militares americanas estão a ajudar um país desinteressadamente. Um resultado dos esforços empreendidos pela organização Invisible Children .

O vídeo em si mostra-nos o ativista da organização Invisible Children, Jason Russell, a explicar a situação que se vive no Uganda e as diversas atrocidades que Kony cometeu. E explica-o ao seu filho de quatro anos, de forma muito simples, para que até uma criança de quatro anos  possa compreender, quem é que são os “maus da fita”.

No final da “fita”, não nos restam dúvidas: Joseph Kony é o mau da “fita”, ele e todos os rebeldes da LRA.

A controvérsia

Bom, para começar, o que muita gente talvez não saiba, é que Joseph Kony já não se encontra em território ugandês. De facto, desde 2006 que o líder da LRA não se encontra em território ugandês.

O que torna a pergunta, Porquê agora? Especialmente relevante. Porquê só agora? Ninguém sabe ao certo. O que sim é certo é que pessoas como Joseph Kony devem ser levadas à justiça, nem que para isso seja preciso recorrer a ajuda externa, que neste caso provem do exército americano e que nem sequer é uma ajuda armada. O que torna tudo muito mais simples.

Mas África não é simples. África é um continente onde sempre houve interesses em jogo, onde os “maus” passam facilmente por bons, e onde os bons nem sempre são reconhecidos como tal, e onde muitas vezes os bons, não são verdadeiramente bons, apenas são menos maus, ou nem isso.

Neste vídeo, os militares do Uganda e consequentemente, o governo ugandês passam por bons da fita, quando não o são. Muitos afirmam que exército ugandês utiliza muitas das táticas do LRA. O governo do Uganda já foi acusado de apoiar práticas desumanas, como o projeto Anti-Gay. Em Janeiro do ano passado o ativista gay David Kato foi morto (não se sabe por quem), o que me parece uma consequência direta das ações do governo ugandês.

E quanto à tal ajuda desinteressada, é possível que esta ajuda não seja tão desinteressada assim, uma vez que o Uganda possui petróleo e que se espera que provenha deste petróleo, mais de 2 biliões de dólares por ano.

A campanha está também a afetar o turismo no Uganda. O próprio primeiro ministro do Uganda disse em comunicado oficial, que Joseph Kony já não se encontra no Uganda e que este é um país seguro.

Para além dele, várias vozes ugandesas estão-se a insurgir contra uma visão, que consideram simplista e que não retrata a realidade que o país atravessa.

Não quero com este artigo dizer, que Joseph Kony não mereça ser preso ou que não devem ajudar a organização Invisible Children. Apenas procuro mostrar o brilhantismo desta campanha de marketing social e também, uma visão diferente daquela que o video, emocional, simples e com um grande “call-to-action“, nos proporciona.

Em baixo segue o link para os sites que me ajudaram a escrever este artigo.

Deixo no entanto, esta pergunta no ar:

Será a organização Invisible Children apenas um fantoche que serve interesses económicos?

Tirem as vossas próprias conclusões sobre esta campanha.