1. Construir uma relação com um consumidor é como construir uma relação com qualquer outra pessoa.
É extremamente difícil construir uma relação se não houver uma preocupação genuína com os nossos clientes. Devido ao caracter deste meio – destinado a manter relações – um diálogo continuo entre consumidor e marca é essencial para manter uma relação.
2. Determine um valor monetário para cada cliente
Ao faze-lo, saberá quanto é que poderá despender no custo de aquisição de um novo cliente.
A formula LTV ( Lifetime Value =Receitas provenientes de clientes – Custo total com a aquisição de novos clientes ) pode também ser aplicada a atividades praticadas no meio digital, e neste caso em particular, nos social media.

Existem diferentes formas de calcular o LTV, sendo que chegar a um valor 100% correto é difícil. Mas, se a matemática não é o seu forte, experimente esta CALCULADORA DE LTV GRÁTIS! (antiquado eu sei, mas aparentemente qualquer frase com a palavra grátis resulta.)
3. Se as métricas dos social media diretamente ligadas ao ROI são difíceis de encontrar, considere um conjunto de métricas “soft” que podem ser diretamente ligadas aos objetivos do negócio.
Na sua maioria as empresas querem analisar as métricas de ROI que estão diretamente ligadas às receitas geradas – Lucro ou custo por lead. As métricas soft, como o número de amigos ou seguidores, podem servir como “muletas” quando as métricas “hard” são ilusórias.
Também podemos considerar os efeitos que as interações sociais têm no branding. Dar demasiada importância aos números pode levar a que as empresas descurem, métricas difíceis de quantificar dos social media. Como a confiança e o compromisso.
Um colaborador que use o twitter, por exemplo, pode desenvolver confiança e boa vontade para com os seus clientes, podendo no entanto, ter problemas a quantificar esses mesmos fatores.
4. Não descure nos seus cálculos de ROI a redução de custos que uma presença ativa nos social media lhe pode trazer. Especialmente durante o processo de escuta e rastreamento.
Os canais de social media poderão ser uma mina de ouro para os Marketers. Pois providenciam imensa informação e insights sobre os seus consumidores. Incluindo as suas atitudes, perceções, sentimentos, comportamentos e paixões. Se os marketers estiverem dispostos a entrar na esfera social digital, existem muitas coisas que poderão aprender – A posição dos seus produtos, posicionamento das suas marcas e também a posição em que se encontram os seus competidores.
5. Tenha a habilidade de medir toda a pegada digital dos seus clientes
É importante traçar o caminho da interação digital entre cliente e marca. É necessário obter dados, não só da sequência de cliques (click-through rates) e do resultado final em e-commerce, mas também de dados qualitativos. É preciso entender o consumidor digital em termos behavioristas e/ou contextuais, conseguindo desta forma adereçar-lhe mensagens de maneira relevante.
6. O aumento de exposição a novas audiências (Principal métrica de retorno)
O alcance de uma marca nos canais de social media aumenta a sua credibilidade, pois os consumidores são apresentados às marcas através dos seus “pares”. Por exemplo, o impacto de um consumidor recomendar uma marca como consequência de um programa de social media, é maior que o de um consumidor que vê um anúncio estático.
Necessitamos também de compreender os diferentes tipos de influenciadores. Os influenciadores ou advogados da marca são essenciais para maximizar o impacto viral dos programas de social media.
Para que possamos tirar partido disso, precisamos de determinar o “engagement” entre um influenciador e os membros de um gráfico social.
Nem todos os influenciadores são iguais, alguns são excecionais a partilhar mensagens, mas conseguem muito pouco “engagement” com os seus pares. Outros geram pouco “buzz”, mas os seus pares tendem a seguir os seus conselhos.
Perceber quem são os influenciadores, dentro do espectro geral dos seus consumidores, e como partilham os seus conteúdos, é essencial para otimizar um programa de social media.
7. Conversas e monitorização (Principal métrica de retorno)
Qualquer programa de social media deve estar associado a um “call to action“. As subscrições a listas de e-mails, compras de produtos, subscrever a página de Facebook ou fazer o dowload de uma versão “free trial”, são exemplos de call to action. Para poder medir as contribuições monetárias para os objetivos do negócio, o marketer deve atribuir um valor aos “call to actions” feitos presentes no programa de social media, rastreando posteriormente as conversações.
A combinação destes três KPI’s (alcance, comportamento de partilha e monotorização) providencia um critério para o sucesso de um programa de social media, que poderá ser mesurado tendo em conta os objetivos do programa.
8. Criar resultados previsíveis com o rastreamento
Quando analisamos os potenciais advogados de marca para partilhar uma mensagem, o número de “amigos” que tem no Facebook ou o número de seguidores que tem no twitter, é importante, mas não é um fator essencial. A chave para gerir um programa previsível é o rastreamento.
Muitas vezes os programas de social media começam na web social (onde os dados específicos são escassos) e não nas bases de dados de CRM. Bases estas que as empresas desenvolveram para providenciar insights mais profundos sobre os seus clientes. Qualquer programa de marketing fiável necessita de ser previsível. Esta previsibilidade só poderá ser conseguida na web, quando uma marca identifica os seus consumidores mais comprometidos, e dentro destes, aqueles que estão dispostos a tornarem-se advogados de marca.

É necessário que os marketers entendam que os consumidores não são criados de forma igual na web social. O número de fãs ou seguidores de uma marca, não é um ponto crítico de sucesso. É no entanto essencial, o sentimento dos consumidores em relação à marca e a propensão que estes irão ter, para partilhar sentimentos positivos em relação à marca.
9. Encorajar a partilha viral com incentivos
Os social media deverão estar sujeitos às mesmas regras e limitações que todos os outros programas de marketing. É impossível que os social media se tornem um canal de comunicação viável, continuando a imperar o modelo da imprevisibilidade, que tanto pode dar frutos como pode resultar num desperdício de tempo.
Para isso, é preciso incentivar os consumidores que mais partilham os nossos conteúdos online, que falam da nossa marca e que criam eles próprios conteúdos. É também de grande importância que os marketers sejam capazes de influenciar a participação social nos seus programas.
Incentivar a partilha providencia este nível de previsibilidade. Providencia também, a oportunidade de poder controlar a atividade dos utilizadores neste meio, que já provou ter a capacidade de elevar os pequenos e fazer tombar gigantes.
Recompensar os clientes pelo seu comportamento não é uma novidade. As companhias áreas, os hotéis, instituições financeiras e até alguns cafés, recompensam os seus clientes por um apoio leal. Porque não aplicar a mesma lógica à web?

Os marketers precisam de construir incentivos bidirecionais. Isto quer dizer, que terão de recompensar o influenciador, por ter convidado os amigos que irão participar no programa da marca. Tendo também, de compensar os amigos deste, por terem participado no convite viral.
Por outras palavras, tanto o advogado da marca como os amigos do advogado da marca terão de ser tratados como VIP’s.
Não me esqueci da promessa feita no último artigo, a próxima entrada deste blog será a de exemplos de diversos KPI’s para diferentes tipos de negócios.
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